
Flor da Mata é um nome que marcou profundamente minha infância. Remete aos bons tempos onde não haviam preocupações e frustrações dessa vida louca que a gente aprende a viver por bem ou no tapa. Aqui eu pretendo fazer o meu canto. Um lugar para escrever meus textos sem nexo. Não tenho pretensão nenhuma de me tornar uma escritora, tampouco de divulgar esse blog. Quero somente escrever as minhas expectativas, alegrias e tristezas misturadas com um pouco de fantasia, tão necessárias hoje em dia.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Rifa-se Um Coração

terça-feira, 9 de novembro de 2010
Tudo passa, tudo passará...

Queria tentar escrever algo sincero, bonito, que venha realmente das bases do que sinto, do que penso, mas acho que já não consigo mais. Não por maldade ou protecionismo, e sim por achar que não me conheço. É tipo como um barco que segue um rumo que julga acima de tudo ser certo, mas ao chegar na encosta vê tantas luzes, que já não sabe mais onde aportar. Eu queria realmente acreditar que tenho um propósito, que todos os caminhos conspiraram para que eu chegasse até aqui, que sei exatamente o que fazer, mas estaria mentindo para mim mesmo. Na verdade acredito que, fingimos ter controle por medo, fingimos ser pessoas entrosadas em uma realidade ou contexto social, para fugir da incomoda sensação de que não fazemos a mínima idéia do por que existimos, de que estamos na verdade, completamente perdidos. Analiso e chego à conclusão de que então é melhor tentar não controlar as coisas, pensar em ter momentos bons, realmente agradáveis, pois foram eles que fizeram tudo isso valer a pena, e também porque me arrependo muito mais do que não fiz. Nada restara a gente a não ser sensações especiais, certo ou errado, enganação própria ou não, um sorriso é um sorriso, um beijo é um beijo, uma lágrima é uma lágrima, e nada disso pode ser tirado. Só não seremos injustos ou pouco convictos em nossas atitudes, pior do que não querer bem, é não saber o que querer. Ao passar por um jardim, ouvi um sopro de consciência que me disse “levai as rosas ao céu ou deixá-las em sua serenidade segura, porque quando a seiva acabar, não há madeira nem carne que resista, não há luxo que não perca o brilho e nem nota que não desafine... por que quando a música acabar, só nos restará apagar as luzes.”
Por Júlio Cesar
quinta-feira, 7 de outubro de 2010

“Eu me amo, eu me amo, eu não posso mais viver sem mim” Ultraje a Rigor.
Amor X Paixão
É engraçado recorrer a esse tema já tão batido. Parece que o mundo todo sabe que Paixão = ruim X Amor = bom. O fato é que em um se sente todas as emoções, aflições, dores, vontades, desesperos, ciúmes, carência e vem tudo junto e misturado formando uma bomba atômica de sentimentos que quando se consegue pensar e analisar (e isso é raro), fica a dúvida se realmente aquilo é estar apaixonado ou simplesmente um capricho egocêntrico que se manifesta ali, bem no meio, entre a vontade e a “necessidade” de querer estar ao lado da pessoa, mesmo fazendo mal a si mesmo.
Paixões avassaladoras e não correspondidas, dessas de novelas e filmes a lá Otelo, com grandes doses de cenas de ciúmes e choros convulsivos são realmente pra acabar com qualquer um. Até mesmo os que se julgam inatingíveis por sentimentos tão frívolos acabam por ceder e de repente se vêem se descabelando por... ora...se descabelam literalmente por nada!
Escutei um amigo dizendo sobre a esposa - “ela nunca foi apaixonada por mim”- e isso realmente me chocou, no bom sentido. São um casal lindo, que se amam, e isso dá pra ver de longe, mas essa declaração me fez parar pra pensar no que realmente a gente anda sentindo por aí achando que é uma coisa e na verdade é outra.
Aos poucos, e bem pouco mesmo, venho descobrindo que esse amor eterno deve ser extremamente gratificante, ao menos as promessas são. Como esse amigo aí de cima que conquistou a esposa devagarinho e foi cativando nela um amor imenso. Acho que deve ser muito gostoso de curtir e compartilhar esse tipo de sentimento. Ouvi de uma amiga casada recentemente sobre o ex e o atual - “Ele(o ex) era um sentimento doentio, eu rezava toda noite pra Deus me fazer casar com ele, agora (com o atual) eu tenho paz, ele sai com os amigos e só me preocupo com assalto”. Quer maior prova de amor? Alguém que te dê paz só pode te amar.
Não que as aflições de uma paixão correspondida não sejam boas, deve ser legal também, apesar de extremamente irritante ver pessoas apaixonadas loucamente. E não é porque eu estou amarga que falo isso não, acho chato gente feliz demais, sempre achei.
Pois bem, na verdade não há muitas considerações a fazer sobre esse tema né? Ou pode ser que haja, mas eu não sou a mais indicada pra dizer, pois sempre fiz a linha “qualquer paixão me diverte” – literalmente- é que comecei a parar pra pensar no que realmente ando sentindo e sei que dói, desespera, dá ciúmes, choro, raiva e não é bom pra mim porque no fundo, de tanto me preocupar com o outro, acabei esquecendo de uma pessoa linda, maravilhosa, perfeita e que me ama muito... Eu!
domingo, 15 de agosto de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010
Essência...

Somos egoístas. A verdadeira essência que nos domina desde o momento da concepção não é a bondade, nunca foi. Somos contaminados dia e noite com bombas de informação de tudo que gostaríamos de ter, e gostaríamos de ter tudo e mais um pouco se fosse possível. Não nos damos conta que em um mundo vazio estamos tão cheios de nós mesmos que as coisas boas simplesmente passam ao nosso redor, ao alcance das mãos e perdemos. Deixamos que escorregue como areia pelos dedos. É simples assim.
Não se importar aos sentimentos alheios é algo tão corriqueiro que magoamos e ferimos com sorrisos nos lábios. Não há certo ou errado, o umbigo definitivamente virou o centro do universo e o que não acontece ao redor dele é descartável como toda gama de sentimentos que a era moderna extinguiu para dar lugar somente às vontades. O supérfluo chegou e veio pra ficar.
Aos românticos de plantão, sorry! Essa fase ficou definitivamente no século passado, ou retrasado, mas ainda sobraram literaturas de Shakespeare e afins, para quem idealiza o grande amor. Pode até não ser real, mas dá pra perder algumas horas sonhando em lutar até a morte por um amor impossível.
Hoje em dia, o grande amor deve vir acompanhado de um apartamento em uma boa localização, um carro do ano e um cartão de crédito de limite bem alto. “All you need is Love” se transformou no “Diamonds are the girl best friend”. Lamentável.
O estresse é a desculpa para todos os males, inclusive os do coração e o prozac virou bala 7 belo nas mãos nervosas daqueles que não suportam a realidade nua e crua do dia-a-dia barulhento e corrido e se acalmam ao misturá-lo com uma boa dose de vinho, ou a garrafa inteira.
Pois é, foi o que nos sobrou. Aquilo que escolhemos quando mordemos a inocente (ou indecente?) maçã que era a única coisa que teria de permanecer intacta para desfrutarmos serenamente no paraíso. Fizemos a escolha, arquemos com as conseqüências dessa loucura cotidiana que chamamos de vida. E sem reclamar, por favor. Não há nada pior que reclamações por algo que não se possa fazer. Apenas viva meu querido amigo. Viva e tente se divertir criando ilusões de que pode sim haver um mundo perfeito, lindo em que todos se entendam, amem e respeitem. Viva e pare de se preocupar com contas, afinal, são apenas contas. Viva e finja que não sente, que não se importa, que não ama, pois o fingimento é a parte mais engraçada disso tudo e você pode exercitar o quão ator pode ser posando de bom moço ou apenas sendo você mesmo. Mau, que é a verdadeira essência do ser humano.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Rotina...

Acordar
Agradecer a Deus por mais um dia de trabalho.
Colocar a música preferida, ou aquela que se está na cabeça,
Tomar banho pensando em tudo que tem de ser feito,
Escolher a roupa, maquiagem, sapato,
Imaginar como seria acordar ao seu lado, os diálogos, as caras e bocas,
Fazer o café
Correr para não se atrasar no trabalho
Trabalho-café- trabalho-café- trabalho.
Almoço
Trabalho-café-trabalho.
Chegar em casa
Tirar os sapatos dos pés cansados
Ver alguma notícia na internet
Conversar um pouco com a mãe que está longe
Ver Jornal Nacional, invejar William e Fátima por serem felizes em tudo,
Deixa a novela pra lá
Beliscar uma besteira qualquer
Banho
Deitar
Imaginar como seria ter aquele abraço toda noite pra dormir...
Acordar...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Coração...
Era uma vez um Coração. Era um coração lindo, vermelho, redondinho, em perfeito estado que batia forte como o jovem coração que era. Um dia, o Coração conheceu algo excepcional. Começou a ter palpitações, batia sem ritmo e liberava tanta energia que até o Estomago sentia. Esse Coração havia se apaixonado, e se apaixonara de uma forma tão pura, tão linda, tão deliciosamente apaixonante que, como todo bom coração, esqueceu de consultar a Cabeça pra saber o que ela achava. Logo ela, tida sempre como tão sábia, e inteligente, estava também se perdendo por causa da paixonite do Coração. Raciocinava pouco, pensava muito do motivo da paixão do Coração e deixou-se envolver demais naquele circo todo que o danado Coração armou.
Para felicidade geral e entusiasta de todos, ele estava sendo correspondido. Pulava, saltitava, batia, batia, batia e quando o telefone ou a campainha tocava, ele já ia logo se alegrando achando que era o ser amado.
E o Coração conheceu sentimentos de felicidade, amor, paixão, tesão, alegria, tudo junto e misturado e ficou até descompassado. Tinha motivos, tinha algo que lhe dava alegria e prazer, tinha outro coração que lhe pertencia e aquilo chegava a ser bom demais pra ser real. Ainda mais pra ele, que se julgava um Coração tão simples. Nobre Coração.
O tempo passou, a euforia acalmou e o Coração estava apaixonado, porém um pouco mais quieto, como sempre acontece com o passar do tempo. O que ele não esperava, era que o motivo de sua alegria não estava mais contente. Na verdade, ele nunca havia sentido da mesma forma, e no seu modo de entender ele estava certo em não querer mais fazer parte da vida do Coração, pois se sentia caluniador e até gostava do Coração, mas nem tanto. Pobre Coração.
Então o Coração foi abandonado, rejeitado. Apenas abandonado porque não era amado como amava, porque havia se entregue totalmente pedindo apenas para ser amado e nem isso conseguira. E o Coração se partiu, rasgou, sangrou, entristeceu e ficou cinza, se sentiu até incompetente. Em sua mágoa e tristeza, não via mais alegria nas coisas, não via mais cores no seu dia, não via o brilho que havia. Chegou a um ponto em que ele nem via mais motivos para continuar batendo. Não havia por que.
E assim ficou por muito tempo, apenas batendo por bater e sem querer se envolver com outro coração. Na verdade ele ficou com muito medo, pois sabia o quanto era bom amar, mas sabia o quanto era ruim não ser amado. Haviam traumas, medos de se decepcionar novamente e isso o barrara em várias oportunidades de corações abertos que encontrava por aí afora. Na verdade, o Coração passou a consultar sua velha amiga Cabeça e juntos, formavam uma espécie de dupla racional contra o sentimento. A cabeça não deixava o coração transpassar determinados limites e o Coração firmemente resistia.
O tempo passou e passou quando as cicatrizes se tornaram mais amenas, ele pode finalmente encontrar outros motivos que lhe dava alegria. Encontrou a força da amizade, que não deixa de ser amor também, e aprendeu a ser feliz sem o louco amor.
Hoje, ele e a Cabeça até pensam novamente em se deixar levar de vez em quando, só pra ver se consegue realmente amar de novo, mas tem medo, tem muito receio com o que pode ser feito dele e prefere, ao menos por ora, se dar aos pouquinhos, com moderação. Coração medroso.